quarta-feira, 8 de abril de 2009

Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela


Quem recebe um dom, recebe também a tarefa de cuidar dele e de fazê-lo frutificar. É natural que seja assim. Quando recebemos um vaso com flores, precisamos cultivá-lo para que continue florido.


Da mesma forma, um filho que nasce traz alegria ao lar, mas precisa de cuidados para crescer e tornar-se homem.


Ser mulher é um dom, uma escolha de Deus, que não diminui nem exalta a vocação humana, mas, justamente por ser dom, traz em si a tarefa de corresponder à missão que lhe é confiada.


O saudoso Papa João Paulo II, em sua Carta às Mulheres, diz que pelo simples fato de sermos mulheres, com a percepção que é própria da feminilidade, enriquecemos a compreensão do mundo e contribuímos para a verdade plena das relações humanas.


Enriquecer a compreensão do mundo e contribuir para a verdade das relações humanas é uma tarefa possível para a mulher que acolhe o dom recebido do Criador.


Acredito que a feminilidade, colocada a serviço do mundo, dá um sentido mais suave às realidades duras que a humanidade inevitavelmente enfrenta. Pois é próprio da mulher gerar vida, harmonia e beleza onde está. Também diz do seu instinto amenizar a dor, incentivar, dar conselhos, acolher e lutar por aquilo que acredita. E isso diz da sua natureza, é dom do Criador.


A meu ver, não há como igualar o dom e a tarefa da mulher com o dom e a tarefa do homem, são realidades profundamente distintas e igualmente enriquecedoras para o desenvolvimento sadio da sociedade, mas uma não substitui nem se iguala à outra.

Reconhecer e assumir essa realidade já é um grande passo para a realização plena de cada um como pessoa criada e amada por Deus. Essa atitude gera gratidão – e quanto mais gratos nos sentimos, tanto mais podemos colaborar com o projeto de Deus, tanto em nossa vida, como na vida dos outros.


Acredito que a gratidão expressa pode ser um bálsamo para aliviar muitas dores. João Paulo II, que sempre exaltou a dignidade da pessoa humana, expressou seu reconhecimento e gratidão às mulheres de todo mundo, na sua carta escrita e publicada em 1995. Suas palavras revelam o dom e apontam a nobre tarefa feminina; parece-me oportuno revê-las:


“Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.


Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida.


Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância.


Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, econômica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do mistério.”


Reconhecer quem realmente somos e viver de acordo com a nobreza da vocação que recebemos pode ser a forma mais original de celebrar o dom e a tarefa de ser mulher.

A espiritualidade é peça fundamental para que nos realizemos como pessoas, como seres humanos


"Não faço o bem que quero e faço o mal que não quero" (Rm 7,19).


São Paulo nos mostra, por meio desse versículo, muito claramente como funciona esse processo que todos nós necessitamos: uma vida espiritual. Veja bem: o apóstolo dos gentios afirma que em determinados momentos ele não consegue fazer o bem que quer fazer e que acaba fazendo o mal que não quer [fazer]. Há uma luta declarada aí. Uma luta interior entre fazer o bem ou fazer o mal. Nisso consiste, segundo Santo Inácio de Loyola, a nossa vida espiritual. Para o grande santo da Igreja se existe luta, há um conflito interior, por isso existe aí uma vida espiritual. Ou seja, a vida espiritual se traduz na luta.


Você pode se perguntar: "E eu? Como vou saber se tenho uma vida espiritual?" A partir das dicas de São Paulo e Santo Inácio você pode começar por identificar se, por vezes, acontece dentro de você essa luta, esses conflitos interiores. Se você, como o grande apóstolo, com certa freqüência, fica nessa briga entre fazer o bem ou o mal, então, você tem, sim, uma vida espiritual.


E caso você perceba que dentro de você não há essa luta, então é hora de começar a se questionar se possui realmente uma vida espiritual. Pois essa ausência de luta pode significar que, espiritualmente, sua vida está morna, parada, estagnada. A espiritualidade é peça fundamental para que nos realizemos como pessoas, como seres humanos.


Uma vantagem em saber que vida espiritual se traduz em luta é que dessa maneira você não irá mais cair no desânimo por causa das suas lutas interiores e dos conflitos que, às vezes, o atordoam.


Use isso a seu favor. Nessa hora é preciso perceber que – se existe essa luta – é porque você tem uma vida espiritual que o faz, sobretudo, experimentar e viver com o auxílio da graça de Deus. E essa graça é muito maior do que qualquer falha, defeito ou imperfeição que você possua. A graça de Deus é maior que tudo isso.



Que Deus nos abençoe!

quinta-feira, 26 de março de 2009


Mas na tentativa de voltar a terem a mesma vida, perceberam que não podiam ser os mesmos pecadores de antes, e olhando para João, viram ‘um novo João’, e com essa experiência puderam perceber que Jesus continuava vivo dentro dele, “Ele está no meio de nós”. O mesmo aconteceu com Tiago, Pedro e todos os discípulos. Não temos como ‘não’ acreditar que Jesus está vivo em nossa identidade transformada por Jesus. O homem da pedra, Pedro, não era simplesmente um pescador , mas o apóstolo de Jesus, que não era somente o homem das águas mas a ‘pedra’, e sobre esta pedra Jesus edificou a nossa Igreja.

A água vai trazer a purificação, mas a pedra é a segurança da fé, e isso é porque experimentamos dentro de nós. Não somos a mesma mulher e o mesmo homem. Você é filho do céu!

Não faça da fé uma atitude exterior. Estabelecendo a mesma pedra que estabeleceu em Pedro, como a pedra fundamental, Jesus quer estabelecer a fé dentro de você. No momento em que você decidir ‘ser de Cristo’, e não perfeito, mas humano, cheio de defeitos, a fé se estabelecerá em você. Perfeição, em grego significa que não há mais alterações, mas somos homens e mulheres em constante alteração e não podendo ser perfeitos. O bom restaurador é aquele que retorna a origem, volta no mais puro do seu coração, o puro que com o mundo deixou-se perder e maculou o que era imaculado. Mesmo com o pecado original a partir do seu batismo, uma nova identidade lhe foi dada. E Deus lhe disse: Seja meu filho, dê testemunho de mim.

Se um dia alguém lhe perguntar o que você é, diga: ‘sou filho do céu’. Isso já é um grande motivo para ser respeitado, e onde você pisar, vai ser um solo santo.

Queira a originalidade, a qual não tem como negar a Ressurreição de Cristo. O cristianismo sobrevive dos nossos corações e das nossas decisões de ser verdadeiros cristãos. A Canção Nova sobrevive pela evangelização de todos.

Estar na dinâmica do Ressuscitado é oferecer o melhor de Deus a você. Todos nós podemos oferecer a oração, a gratuidade de estender a mão e também voar através da Canção Nova para levar o Ressuscitado pelos ares deste mundo. No símbolo da Canção Nova, acreditando no símbolo do Ressuscitado, na união com a Igreja, propondo um novo mundo. Vamos fazer o estado de Minas Gerais ainda mais fervoroso, testemunhando Jesus, para atingir a todos. Para que nos momentos de sua dor você se recorde de quem você é.

As pessoas que nos recordam o que somos são aquelas que sopram em nosso ouvido: “coragem”. Desafiem–se, olhe a identidade do seu coração, você não nasceu para sofrer.

Todo aquele que se assumir como homem de poder, Deus o capacita, porque podemos lutar contra tudo aquilo que nos derruba, mas Deus é que nos capacita. Na vida nada é fácil, mas ao soletrar com calma a Deus, aprendemos a soletrar a nossa vida, evangelizando para que as pessoas possam ajuntar a certeza de ser “Filho do Céu”, como testemunha viva da glória de Deus.

O verdadeiro amor é mais revelador do que muitas palavras. Benção é a palavra de bem-aventurança, é aquela que está encarrilhada no bem. O peso de uma palavra do bem em nossa vida, faz milagres. A Palavra do bem precisa ser pronunciada.

Deus verdadeiramente nos toca, para que Ele mude nossa história, extraindo e retirando algum mal, algum fruto de nossa história mal resolvido, para ser substituído por uma coisa boa. Deus se manifesta no silêncio. Quando oramos por alguém é a hora do milagre e você é o veículo condutor para que este milagre aconteça. Rezar é promover o bem!

‘Liberdade ainda que tardia’, assim como está na bandeira mineira, inspirada na Palavra, Jesus olha em nossos olhos e nos dá a boa noticia. Jesus nos diz que não importa que vivíamos na prisão, o que vale é a liberdade. Quando alguém louva, todas as correntes ficam livres assim como Paulo e Silas, quando estavam na prisão, e não foram só os dois que foram libertos pelo louvor, mas todos os que estavam presos foram libertos. Então hoje o Senhor não está libertando só você, mas a todos os quais você carrega no seu coração.

Esta liberdade está no testemunho dos valores daqueles que estão em nossa volta e que queremos ser iguais a eles, vivendo o mesmo valor. Neste valor do testemunho que nos atinge, Cristo que está nele nos contagia. Essa é a força que precisamos ter, a cada Eucaristia recebida, a cada Confissão. O cristianismo não é um conjunto de ritos, os quais todos eles são meios para a nossa libertação. Liberdade mesmo que tardia, mas que não importará o tempo que ficamos presos.

Deus está interessado no presente. O passado é a âncora de todas as condenações. A Igreja ganha mais um testemunho pelo seu testemunho de liberdade, porque o futuro é todo seu. O que importa é a sua liberdade hoje, pelo testemunho de Cristo.

Não perca o momento da graça! Que Deus coloque em você o poder da libertação.

INGREDIENTES
200ml de leite morno (uso meio-gordo)
20g de fermento padeiro
100g de açúcar
1 colher (chá) de canela moída
3 bananas maduras esmagadas
2 colheres (sopa) de manteiga (ou outra gordura)
600g de farinha de trigo T65
1 colher (chá) de sal fino
100g de chocolate de leite partido em pequenos cubos

PREPARAÇÃO
Num shaker dissolver o fermento no leite morno, adicionar o açúcar e a canela. Verter para a forma da MFP.
Esmagar num prato as bananas e colocar na forma. Acrescentar a manteiga amolecida, a farinha e por último o sal.
Seleccionar o programa de "Sandes", côdea clara e iniciar.
Quando estiver a amassar a 2.ª vez, acrescentar a tablete de chocolate partida em cubos pequenos (cada cubo do chocolate em 4).
Retirar quando acabar o ciclo e deixar arrefecer numa grelha.

Pode ser feito sem MFP, seguindo as indicações de elaboração de pão: farinha na banca, abrir uma cova ao meio, colocar os líquidos (onde o fermento já foi dissolvido) e ir misturando a farinha das bordas amassando 10min., deixar levedar em local sem corrente de ar, tapado com um pano e uma manta, amassar novamente agora com o chocolate, tender e deixar novamente levedar já na forma onde vai cozer, tapado com um pano. Vai ao forno até ficar dourado
NOTAS, MAS NÃO MENOS IMPORTANTES
- Pode-se acrescentar côco ralado diminuindo a quantidade de farinha;
- 2 colheres (sopa) de leite em pó amaciam a massa.

Quando o homem ou a mulher pretende ser autônomo, e totalmente auto-suficiente, corre o risco de fechar-se em uma auto-realização que o encerra em uma


Poderia achar-se só quem sofre os cuidados de Deus? Mas, hoje, é hora de você experimentar o deserto nesses momentos de solidão e transformar cada situação difícil em “trampolim”.
No trampolim parece que o seu equilíbrio se desfaz. Um pulo certo acaba levando você para baixo. Existe um lapso de tempo que é a dúvida. E agora?
E só quando você chega no alto do seu impulso, tem a oportunidade de evoluir e mergulhar no mistério de Deus. Ver os problemas por cima, por outro ângulo.
As situações difíceis causadas pela solidão podem levá-lo para o mais alto.
E o fato mais marcante de todos, o mais solidário e o mais solitário, dividindo a história da humanidade em antes e depois dele: O Calvário.
A cruz que se ergueu, o grito de: “”Eli, Eli, lammá sabactáni?”

Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste?” Como atesta Mateus no seu Evangelho, capítulo 27, versículo 46.

Foi na solidão que muitos encontraram espaço para refletir sobre a vida interior e transformaram o desamparo de estar só em quietude íntima, valorizando a vida interior.
Muitos indivíduos vivem dentro de um ambiente de rivalidade, agitação, palavrões, competitividade, pressa e terríveis tensões morais e psicológicas, ficando num estado de stress e desgaste que não conseguem estabelecer um equilíbrio entre o ambiente externo e o seu mundo interno.

Quantas também são as pessoas que lotam suas mentes por temerem estar vazias, pensam não haver nada dentro delas que lhes dê proteção, apoio e segurança. Manifestam um dos piores sintomas da solidão: auto-suficiência causada por autopiedade.

São muitos os caminhos de Deus e a “solidão”, não desperdiçada, pode ser um deles.Se é que existe solidão para quem tem Deus ao seu lado…

sexta-feira, 13 de março de 2009

Eis aqui a serva do Senhor". Eu existo para servir. Isso significa colocar-se totalmente nas mãos de alguém.


Deus, através de Moisés, preparou Josué. Josué era jovem e já estava na condução do povo de Deus. Moisés disse a ele: "Foi Deus quem te escolheu, Josué". Diga comigo: "Foi Deus quem me escolheu. Eu tenho um povo para o qual Deus já me escolheu. Não sou um qualquer. É a minha missão".

Josué atravessou o Rio Jordão miraculosamente e quando chegou, do lado de lá, viu que a terra estava toda habitada, tinha donos, tinha reis. Deus mostrou-lhe que vida de escravidão produz vícios, pecados, erros, dependência.

Foram 400 anos de escravidão do povo hebreu, que viviam a idolatria e os costumes dos povos, de quem eram escravos. Tudo aquilo tinha de mudar. Deus tinha de obter deles uma escolha. Movido por Deus, Josué é muito franco com eles: "Escolhei hoje a quem quereis servir".

Hoje, eu preciso dizer a você: "A quem você quer servir? Qual é a sua escolha, qual a sua opção?" O Senhor está dizendo que tudo precisa mudar, porque você é um escolhido, um eleito.
Josué disse: "Quanto a mim, eu e minha casa serviremos ao Senhor". O líder estava resolvido. Eu dou o testemunho de minha opção, como Josué fez, mas o importante para Deus e para o povo ao qual você é chamado é a sua opção. Responda do fundo do seu coração.

Graças a Deus, aquele povo respondeu com firmeza: "Longe de nós abandonarmos o Senhor". Atrás daqueles ídolos, imagens de ídolos se esconde o demônio. As coisas que os pagãos sacrificam aos ídolos, na verdade, eles sacrificam aos demônios. E São Paulo diz: "Eu não posso permitir que vocês tenham comunhão com o demônio". Sabe por que meus irmãos? Esses ídolos são produtores de pecados, de vícios. E como Jesus disse: "Vós não podeis servir a dois senhores". "Eu sou o único", diz o Senhor. Não há "coluna do meio".

Vocês diz: "Eu estou na minha". Mas os ídolos estão "na dele". Estão servindo a outro senhor, que é um produtor em alta escala de pecados na sexualidade, na corrupção, de contestação quanto aos seus pais, na revolta que você traz no coração. Tudo isso é subproduto e a mídia mostra e aplaude tudo isso. Eles estão fazendo tudo isso, não para servir a Deus, mas para servir ao demônio.


"Deus não quer que eu tenha comunhão com os demônios". Se você vive mal seu namoro, seu casamento, se vive o orgulho, a corrupção, hipocrisia, pecado é pecado. E não dá para medir. Assim como a gente não brinca com nódulos, a gente não pode brincar com o pecado. Eu não posso manter comunhão com nenhum pecado. Eu também não quero plantar nenhuma sementinha de pecado. Não quero nenhuma comunhão com os demônios. Eu e as pessoas a que amo, nós serviremos ao Senhor.

E você entende bem o que é servir. Não é simplesmente fazer serviços para alguém, mas se tornar dependente, escravo desse Senhor. É como Maria disse: "Eis aqui a serva do Senhor". Eu existo para servir. Isso significa colocar-se totalmente nas mãos de alguém.
Quando eu era Diácono compus uma música, que até está gravada: "Não pergunto para onde me levas. Se Tu queres, eu quero. Se Tu fores, eu vou".

Talvez você fizesse em total desconhecimento o caminho errado, mas, hoje, você faz a conversão. "Meia-volta, volver!" Este é o meu rumo, e é por este rumo que eu preciso ir até o fim. Eu e minha casa, minha família, meus colegas, serviremos ao Senhor. Eu nem olho para trás. Não servirei ao 'deus-sexo', 'deus-corrupção', porque Ele é o meu Deus, Ele é o meu único Senhor. Só a Ele seguirei. Eis aqui o seu servo, Senhor. Faça-se em mim, segundo a sua vontade, a sua Palavra.

O Evangelho mostrou-nos outra situação com a mesma escolha, com a mesma opção. Jesus se fez comida e bebida para entrar em você, também fisicamente. Para passar as feições d'Ele a você. Diga: "Eu quero ter as feições, a luminosidade de Jesus, a ponto de que as pessoas não vejam a mim, mas a Ele". "É Cristo que vive em mim", como disse São Paulo. "Eu quero ser como Jesus!" Você fez a opção.

Mas quando Jesus falou francamente da Eucaristia, os discípulos disseram: "Essa palavra é dura demais". E João diz que a partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andaram mais com Ele. Deixaram de ser discípulos. Que coisa terrível! Jesus agüentou o baque.

Esse é seu destino: "permanecer para sempre com o Senhor". Por isso, você não pode voltar atrás. É com a Eucaristia recebida, dia após dia, e assimilada que você vai receber as feições de Jesus. Quando Ele vier, você vai ser atraído para encontrar-se nos ares com o Senhor. Gente, será uma mútua atração.

Jesus disse aos doze: "Vós também não quereis ir embora?" Jesus estava disposto até mesmo a abrir mão dos apóstolos se preciso fosso, mas não podia voltar na opção que tinha feito. A opção de "eucaristizar" você. Graças a Deus, que Pedro foi "raçudo" também. Ele diz: "A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus".

Responda no seu coração a quem você quer servir. Responda a Jesus.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Precisamos colocar a luz de Cristo nas coisas, o nosso ministério de música precisa ser mais que um grupinho


Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: 'Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho'. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: 'Deus, sê propício a mim, pecador!'"(Lucas 18.9-14).

Jesus filho de Deus Salvador, tem piedade de mim que sou pecador”. Essa oração é para quem quer chegar à santidade, é preciso reconhecer o pecado e clamar a misericórdia de Deus. Com esta frase “Jesus filho de Deus, Salvador, tem piedade de mim que sou pecador”, você pode rezar um Terço Bizantino. Nós não somos resgatados da “vida velha” somente pela nossa boa vontade, é preciso a graça de Jesus, o Salvador.

Muita gente está procurando um salvador em tantas coisas e pessoas, em religiosidade. Mas a salvação vem de Deus.

O coração do Pai dói quando nos vê no pecado. O pecado nos desfigura, destrói a coisa mais importante em nós, porque “o salário do pecado é a morte” (cf. Rm 6, 23), como ensina a Palavra de Deus. Primeiramente, o pecado leva à morte espiritual, depois à morte psíquica e mais tarde à física. Quantos jovens morrendo com Aids, cometendo suicídio e nas drogas.

O arrependimento é muito mais que sentimento, é decisão, é arrepiar o caminho, ou seja, voltar para trás se percebemos que o caminho é perigoso: se estamos em um trecho e encontramos uma cobra perigosa, provavelmente voltaríamos para trás, arrepiamos o caminho. Mas hoje tem gente “alisando e brincando com a cobra”, porque temos brincado demais com o pecado.

O fariseu orgulhoso não enxergou o seu pecado, mas sim, as coisas boas que fazia; no entanto, todos nós fazemos coisas boas e não fazemos mais que nossa obrigação. Enquanto o publicano, lá no fundo, batia no peito e dizia que por ser pecador que o Senhor tivesse piedade dele. A conversão acontece quando reconhecemos os nossos pecados.

Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (I João 1,8).
Hoje estamos sendo enganados, tirando o peso do pecado, estamos o justificando nas nossas limitações; mas, limitação não é pecado. Por isso, assuma o pecado; não dá para cuidar dele como um nada. Olhe o crucifixo e entenda o que é pecado. Não dá para cuidar de um câncer como se fosse uma “doencinha” qualquer; o mesmo ocorre com o pecado: não podemos “dar moleza” a ele.

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1,9).

Há pessoas acostumadas com o pecado, e vão tocar e cantar nas IGREJAS, mas é preciso combatê-lo como se combate o câncer e a Aids.


Testemunho do Nelsinho Corrêa

"Nos anos 80, eu tinha o pecado da masturbação e me acusava muito. A partir desse versículo, retirei a máscara do meu pecado, e ao assumi-lo, reconheci a misericórdia de Deus e houve uma libertação em mim.

Hoje, muitos ministérios de música não buscam ajuda para combater o pecado, há pessoas que não reconhecem a sua verdade.

Antes de vir para Comunidade Canção Nova, eu fazia parte de um grupo e me sentia o mais pecador, porque os outros todos cantavam e louvavam a Deus com belas palavras. Eu olhava para aquelas pessoas e dizia: 'Como sou pecador por causa do vício da masturbação!' Até que, um dia, fui até o coordenador e pedi para fazer uma reunião separada: uma para as meninas e outra para os meninos. O coordenador rezou e depois de um tempo uma fez a reunião e chamou o Júlio Brebal e outras pessoas para rezarem e nos orientarem. Ao iniciar a reunião já falei que não aguentava mais o vício da masturbação, porque mesmo assim eu tocava e cantava [na igreja], e as pessoas, que eu achava que eram santas, tomaram a coragem e falaram também, daí eu percebi que o mais 'santinho' era eu."

Precisamos colocar a luz de Cristo nas coisas, o nosso ministério de música precisa ser mais que um grupinho no qual se põe para cantar e se utiliza mascarás. Nós temos que colocar a nossa vida sob a luz. Precisamos procurar pessoas para nos ajudar, talvez o seu ministério precise fazer o que o antigo grupo do Nelsinho fez, talvez o seu ministério esteja cantando lindo, mas “patinando” espiritualmente, e por isso não sai do lugar.

Não dá mais para viver na hipocrisia, cantando e tocando músicas lindas com os olhos fechados, mas cheios de estragos na vida, na sexualidade. O Senhor que ir a fundo na raiz do seu pecado; não tenha medo de desmascará-lo.