segunda-feira, 13 de abril de 2009


que ou a quem procuro?

Mt 28,8-15

Elas foram embora depressa do túmulo, pois estavam com medo, mas muito alegres. E correram para contar tudo aos discípulos. De repente, Jesus se encontrou com elas e disse:
- Que a paz esteja com vocês!
Elas chegaram perto dele, abraçaram os seus pés e o adoraram.
Então Jesus disse:
- Não tenham medo! Vão dizer aos meus irmãos para irem à Galiléia, e eles me verão ali.
O boato dos soldados
Enquanto as mulheres ainda estavam no caminho, alguns dos soldados que estavam vigiando o túmulo voltaram para a cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido. Os chefes se reuniram com os líderes judeus e fizeram os seus planos. Então deram uma grande quantia de dinheiro aos soldados e ordenaram o seguinte:
- Digam que os discípulos dele vieram de noite, quando vocês estavam dormindo, e roubaram o corpo. Se o Governador souber disso, nós vamos convencê-lo de que foi isso mesmo o que aconteceu, e vocês não terão nenhum problema.
Os soldados pegaram o dinheiro e fizeram o que os chefes dos sacerdotes tinham mandado. E esse boato se espalhou entre os judeus até o dia de hoje

Sentimos saudade, necessidade, fome, sede … de Deus,


Se vir... acreditarei.

“«Se não vir nas suas mão o sinal dos cravos,
se não meter o dedo no lugar dos cravos
e a mão no seu lado, não acreditarei».” (Jo 20, 25)
Sempre que me deparo com esta afirmação
do apóstolo Tomé,
parece-me escutar, os homens e mulheres,
do nosso tempo, dizer aos cristãos de hoje:
“Se não vir na tua vida
os sinais de Cristo Ressuscitado,
se não tocar a tua vida
e nela não encontrar as marcas do Ressuscitado,
não acreditarei”.
De facto,
como poderão os não crentes
acreditar na Ressurreição do Senhor,
se aqueles que acreditamos,
não deixarmos transparecer,
nas nossas vidas,
as marcas e os sinais de Vida Nova,
da Vida Nova que vem de Deus,
se não nos “despojarmos das obras das trevas
e nos revestirmos das armas da Luz” (Rm 13, 12),
se não nos convertermos,
se não mudarmos de vida?
Se nos deixamos tocar pelo Amor de Deus,
se fazemos a experiência do Ressuscitado,
forçosamente mudamos de vida,
forçosamente restaura-se em nós
a alegria e a esperança,
o perdão e a generosidade,
a confiança incondicional em Deus e no Seu Amor...
A Igreja de Jesus, revela-se como o espaço mais luminoso e seguro
para fazer a “Divina Viagem” …
Sentimos saudade, necessidade, fome, sede … de Deus,
da Sua Palavra, da Sua Igreja...
Somos “… assíduos ao ensino dos Apóstolos,
à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações” (Act 2, 42),
e vivemos unidos, porque abraçámos a mesma fé (cf. Act 2, 44),
porque fomos purificados pelo mesmo Sangue Redentor
e Amados Loucamente pelo mesmo Deus Amor

À Vítima pascal
ofereçam os cristãos
sacrifícios de louvor.
O Cordeiro
resgatou as ovelhas:
Cristo, O Inocente,
reconciliou com O Pai
os pecadores.
A morte e a vida
travaram
um admirável combate:
Depois de morto,
vive e reina
O Autor da vida.
Diz-nos, Maria:
Que viste no caminho?
Vi O sepulcro de Cristo vivo
e a glória do Ressuscitado.
Vi as testemunhas dos Anjos,
vi O sudário e a mortalha.
Ressuscitou Cristo, minha esperança:
precederá os seus discípulos na Galileia.
Sabemos e acreditamos:
Cristo ressuscitou dos mortos:
Ó Rei vitorioso,
tende piedade de nós.

'Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo


'Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres'. Eis a sua missão: anunciar a experiência com Cristo e buscar as coisas do alto.
P ROGER





O túmulo está vazio, Jesus ressuscitou, e esta é maior notícia.

Você acredita que Jesus ressuscitou? Vocês voltarão para suas casas, para os trabalhos, para os relacionamentos, e talvez encontrem muitas pessoas que não viram a ressurreição de Cristo porque não creem. Você vai ter que decidir em qual lado ficará, porque elas não irão acreditar na sua experiência.

Já Tomé viu Jesus e disse: "só acredito se eu O tocar". Tocando Jesus ele disse: "Senhor eu creio, mas aumentai a minha fé". Vemos a evidência da ressurreição nas escrituras, a pedra havia rolado, o sepulcro estava vazio, as faixas que enrolava o Cristo estava no chão, Maria Madalena e João ao verem, correram para Pedro que havia sido intitulado como o chefe da Igreja, o primeiro Papa.

Tenho ficado impressionado como os cristãos tem sido fracos e frouxos, muitos estão acreditando em livros, e abandonado a Bíblia, a Palavra de Deus que tem poder. Como Tomé temos que dizer: 'eu creio, mas aumentai a minha fé', para que não sejamos balançados pelas propostas do mundo.

São Paulo nos diz: 'Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis. Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze. 6 Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo. Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus' (I Corintios 15, 1-3).

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Prática do Aborto causa transtornos psicológicos na mulher


Prática do Aborto causa transtornos psicológicos na mulher


A Igreja sempre foi a favor da vida em qualquer circunstância, principalmente no direito à vida do nascituro. E, hoje, diante do grande número de abortos "legalizados" que acontece no mundo - cerca de 26 milhões no ano, alguns especialistas tem estudado os efeitos dessa "violência" na psique da mulher.

É surpreendente que ainda hoje não se levem em consideração os efeitos que a 'interrupção voluntária da gravidez' provoca na mulher. Algo "ignorado" pelos meios que querem, de qualquer forma, promover o aborto como um direito.

Este é o alerta de dois especialistas, o professor Tonino Cantelmi, psiquiatra e psicoterapeuta, e Cristina Carace, psicóloga clínica, em uma intervenção enviada à Zenit acerca da síndrome pós-aborto.

Autores de publicações sobre a matéria e responsáveis do Centro para o Tratamento da Síndrome Pós-Aborto, com sede em Roma, os dois advertem de que cada vez se está evidenciando mais a repercussão do aborto na aparição de transtornos psicológicos.

Os efeitos psicológicos do aborto "são extremamente variados e não parecem estar determinados pela educação recebida ou pelo credo religioso", apontam.

"A reação psicológica ao aborto espontâneo e ao aborto involuntário é diferente"; está relacionada, esclarecem, com as características de cada um desses dois sucessos: "o aborto espontâneo é um evento imprevisto e involuntário, enquanto o IVE (aborto provocado interrompendo o desenvolvimento do embrião ou do feto e extraindo-o do útero materno) contempla a responsabilidade consciente da mãe".

Decisão irreversível em plena vulnerabilidade de mãe e filho

"A gravidez é um momento extremamente delicado na vida de uma mulher", caracterizado "por uma vivência na mulher de uma série de mudanças não só físicas, mas sobretudo psicológicas", recordam Cantelmi e Carace.

"Converter-se em mãe pressupõe uma adequação da própria identidade no passo do papel de filha ao de mãe", um processo que "começa com a concepção" e que tem muitos momentos de "gratificação e entusiasmo", mas "inevitavelmente, também de sentimentos de angústia".

Em conjunto, na futura mãe isso indica "maior necessidade de segurança e de afeto para poder trabalhar a ansiedade que acompanha este processo transformador que leva a mulher a abandonar uma condição conhecida para enfrentar outra completamente nova", apontam os especialistas.

Também do anterior se deduz o impacto e a crise que pode representar na vida de uma mulher descobrir que se espera um filho "quando isso acontece em condições pouco favoráveis", acrescentam psiquiatra e psicóloga.

"O vínculo mãe-feto começa imediatamente depois da concepção, também nas mulheres que projetam abortar, afirmam, enquanto os processos psicológicos substantivos a esta relação precoce são inconscientes e vão além do controle consciente da mãe".

Assim, "uma mulher, frente à escolha de levar a cabo ou não a gravidez, vive sentimentos ambivalentes e extremamente dolorosos, que a deixam muito vulnerável a qualquer influência, tanto interna como externa", sublinham.

"A fragilidade psicológica na qual se encontra, de fato, a leva a ter menos confiança naquilo que pensa e na capacidade de conseguir tomar a decisão adequada; por isso se verificam com muita freqüência – constatam –, situações nas quais pais, companheiros, amigos, pessoal da saúde ou outras figuras significativas podem ter uma grandiosa influência na decisão final".

Assim, "pensando que abortar pode ajudá-la a sentir-se melhor" ou pode contribuir "para voltar a colocar as coisas em seu lugar", a mulher "pode se encontrar com uma decisão que não corresponde a uma escolha consciente e que sucessivamente pode provocar graves sentimentos de arrependimento", explicam.

O "dia depois" do aborto voluntário

Ambos especialistas concordam em que, imediatamente depois do aborto, a mulher pode experimentar uma redução dos níveis de ansiedade, pois decai o elemento ansiógeno constituído por uma gravidez indesejada; mas sucessivamente, "muitíssimas mulheres vivem uma ansiedade maior, apresentando transtorno de estresse pós-traumático, depressão e maior risco de suicídio e abuso de substâncias".

"Estes transtornos devem-se a um profundo sofrimento que envolve a mulher que abortou voluntariamente e podem manifestar-se também bastante tempo depois do aborto, para logo durar às vezes vários anos", confirmam.

A marca traumática do aborto voluntário procede do fato, apontam, de que "quando a mulher descobre que espera uma criança, não o considera só um 'embrião' ou um 'monte de células', mas o próprio filho, um ser humano pequeno e indefeso que está crescendo dentro de seu próprio corpo, de forma que abortar significa que se mata de maneira voluntária a própria criança".

Uma porcentagem considerável de mulheres que abortaram desenvolve o transtorno de estresse pós-traumático, cujos sintomas são "lembranças desagradáveis, recorrentes e intrusivas da IVE, que se manifestam em imagens, pensamentos ou percepções; sonhos desagradáveis e recorrentes do sucesso; sensação de reviver a experiência do aborto através de ilusões, alucinações e episódios dissociativos nos quais através do 'flashback', ressurge a lembrança; mal-estar psicológico intenso à exposição de fatores desencadeantes internos ou externos que simbolizam ou se assemelham a algum aspecto do evento traumático, como o contato com recém-nascidos, mulheres grávidas, voltar ao lugar onde se praticou a IVE ou submeter-se a um exame ginecológico; evita persistentemente todo estímulo que possa associar-se com o aborto", enumeram os especialistas.

Já começam a definir estes transtornos como "síndrome pós-aborto", sublinha, que muito freqüentemente também "evolui em uma vivência da dor e temor que determina mudanças no comportamento sexual, depressão, aumento ou início de consumo de álcool ou outras drogas, mudanças do comportamento na alimentação, transtornos somáticos, isolamento social, transtornos de ansiedade, perda de auto-estima, idealização suicida e tentativas de suicídio".

"Todos estes transtornos podem manifestar-se também vários meses depois da intervenção, no aniversário da IVE ou no do hipotético nascimento da criança", sem esquecer que as mulheres que abortaram anteriormente "podem seguir tendo sentimentos de culpa ou depressão ligados a tal aborto, inclusive durante as gravidezes sucessivas", advertem o professor Cantelmi e a psicóloga Carace.

Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela


Quem recebe um dom, recebe também a tarefa de cuidar dele e de fazê-lo frutificar. É natural que seja assim. Quando recebemos um vaso com flores, precisamos cultivá-lo para que continue florido.


Da mesma forma, um filho que nasce traz alegria ao lar, mas precisa de cuidados para crescer e tornar-se homem.


Ser mulher é um dom, uma escolha de Deus, que não diminui nem exalta a vocação humana, mas, justamente por ser dom, traz em si a tarefa de corresponder à missão que lhe é confiada.


O saudoso Papa João Paulo II, em sua Carta às Mulheres, diz que pelo simples fato de sermos mulheres, com a percepção que é própria da feminilidade, enriquecemos a compreensão do mundo e contribuímos para a verdade plena das relações humanas.


Enriquecer a compreensão do mundo e contribuir para a verdade das relações humanas é uma tarefa possível para a mulher que acolhe o dom recebido do Criador.


Acredito que a feminilidade, colocada a serviço do mundo, dá um sentido mais suave às realidades duras que a humanidade inevitavelmente enfrenta. Pois é próprio da mulher gerar vida, harmonia e beleza onde está. Também diz do seu instinto amenizar a dor, incentivar, dar conselhos, acolher e lutar por aquilo que acredita. E isso diz da sua natureza, é dom do Criador.


A meu ver, não há como igualar o dom e a tarefa da mulher com o dom e a tarefa do homem, são realidades profundamente distintas e igualmente enriquecedoras para o desenvolvimento sadio da sociedade, mas uma não substitui nem se iguala à outra.

Reconhecer e assumir essa realidade já é um grande passo para a realização plena de cada um como pessoa criada e amada por Deus. Essa atitude gera gratidão – e quanto mais gratos nos sentimos, tanto mais podemos colaborar com o projeto de Deus, tanto em nossa vida, como na vida dos outros.


Acredito que a gratidão expressa pode ser um bálsamo para aliviar muitas dores. João Paulo II, que sempre exaltou a dignidade da pessoa humana, expressou seu reconhecimento e gratidão às mulheres de todo mundo, na sua carta escrita e publicada em 1995. Suas palavras revelam o dom e apontam a nobre tarefa feminina; parece-me oportuno revê-las:


“Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.


Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida.


Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância.


Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, econômica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do mistério.”


Reconhecer quem realmente somos e viver de acordo com a nobreza da vocação que recebemos pode ser a forma mais original de celebrar o dom e a tarefa de ser mulher.

A espiritualidade é peça fundamental para que nos realizemos como pessoas, como seres humanos


"Não faço o bem que quero e faço o mal que não quero" (Rm 7,19).


São Paulo nos mostra, por meio desse versículo, muito claramente como funciona esse processo que todos nós necessitamos: uma vida espiritual. Veja bem: o apóstolo dos gentios afirma que em determinados momentos ele não consegue fazer o bem que quer fazer e que acaba fazendo o mal que não quer [fazer]. Há uma luta declarada aí. Uma luta interior entre fazer o bem ou fazer o mal. Nisso consiste, segundo Santo Inácio de Loyola, a nossa vida espiritual. Para o grande santo da Igreja se existe luta, há um conflito interior, por isso existe aí uma vida espiritual. Ou seja, a vida espiritual se traduz na luta.


Você pode se perguntar: "E eu? Como vou saber se tenho uma vida espiritual?" A partir das dicas de São Paulo e Santo Inácio você pode começar por identificar se, por vezes, acontece dentro de você essa luta, esses conflitos interiores. Se você, como o grande apóstolo, com certa freqüência, fica nessa briga entre fazer o bem ou o mal, então, você tem, sim, uma vida espiritual.


E caso você perceba que dentro de você não há essa luta, então é hora de começar a se questionar se possui realmente uma vida espiritual. Pois essa ausência de luta pode significar que, espiritualmente, sua vida está morna, parada, estagnada. A espiritualidade é peça fundamental para que nos realizemos como pessoas, como seres humanos.


Uma vantagem em saber que vida espiritual se traduz em luta é que dessa maneira você não irá mais cair no desânimo por causa das suas lutas interiores e dos conflitos que, às vezes, o atordoam.


Use isso a seu favor. Nessa hora é preciso perceber que – se existe essa luta – é porque você tem uma vida espiritual que o faz, sobretudo, experimentar e viver com o auxílio da graça de Deus. E essa graça é muito maior do que qualquer falha, defeito ou imperfeição que você possua. A graça de Deus é maior que tudo isso.



Que Deus nos abençoe!